terça-feira, 11 de agosto de 2009

Metade Anjo… Metade Peste…


A outra metade é também cada um de nós por si só… a metade de sorriso feito e a metade de rosto lavado em lágrimas… o passo certeiro da próxima acção em contraposição com aquela insegurança que nos assola a alma e desfaz em mil perguntas a busca pelo caminho certo… a necessidade abrupta de um colinho de aconchego bom com a independência destemida de cabeça erguida que nos leva a descobrir novos caminhos, o sorriso sereno de menina bem comportada e o sorriso maroto e reguila de menina atrevida… a outra metade é na verdade o ying-yang espelhado no dia-a-dia de todos e de cada um…


A nossa metade anjo e a nossa metade peste… terrível o dueto que nos mantém vivos e cheios de garra… esbarramos com ele a cada esquina… nas mais trigais rotinas ou nas situações mais insólitas, numa miscelânea de sentires fantásticos que muitas vezes nos pasmam e surpreendem pela magnitude da nossa capacidade de mutação e adaptabilidade aos mais diversos cenários. O esforço e os jogos mentais que fazemos tantas e tantas vezes em busca da atitude mais correcta porque… já se sabe… o diabo anda à solta e mortinho por nos contagiar!!! (rsrsrsrs)


E não vale a pena dizer que não… bem sabemos que depois da luz apagar só nós e nós somos donos e senhores do nosso pensar e às vezes saiem coisas não muito harmoniosas da nossa imaginação… claro que a nossa consciência, em jeito de grilo falante, acaba por pôr mãos ao trabalho e, na maioria das vezes pune severamente tal atrevimento… ainda bem! (digo eu).


De qualquer forma não deixa de ser engraçado pensar que somos um complexo composto de metades… emaranhadas e muito bem misturadas… metades boas, metades más (ou menos boas), metades tristes, metades alegres, metades preocupadas, metades displicentes, metades calmas, metades ansiosas… metades despertas, metades lerdas… metade espertos e perspicazes, metade absurdos e completamente asnáticos, metade bonzinhos, metade velhacos, metade… enfim… somos um composto complexo de metades de metades que completam o nosso todo e, ainda assim, porque as nossas metades parecem incompletas, vamos em busca, das metades das metades do outro, para complemento às nossas próprias metades…


O equilíbrio nasce mesmo desta mutação e dinâmica entre o negativo ou positivo… sem qualquer juízo de valor, ou hierarquia entre os vários sentires e estares. Concordarás, concerteza que, não pode estar sempre sol nem tão pouco poderá chover eternamente… não resisto à tentação de me socorrer do conceito yin-yang , sendo que no reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino,racional e claro. Yin é a tranquilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa acção criativa do rei.


AS 7 LEIS
e 12 TEOREMAS DA COMBINAÇÃO DAS ENERGIAS YING E YANG

As sete leis

Todas as coisas são diferentes manifestações da unidade infinita

Nada é estático: tudo se transforma

Todos os antagonismos são complementares

Não existem duas coisas absolutamente iguais

Tudo possui frente e verso

Quanto maior a frente maior o verso

Tudo que tem início tem fim


Os doze Teoremas

Os doze teoremas são complementos das sete leis e podem nos ajudar a compreender a polaridade universal.

Yin e Yang são os dois pólos da pura expansão infinita: elas se apresentam quando a pura expansão atinge o ponto geométrico da bifurcação.

Yin e Yang surgem continuamente da pura expansão infinita

Yang é centrífugo; Yin é centrípeto;

Yin e Yang produzem energia

Yang atrai Yin e Yin atrai Yang; Yang repele Yang e Yin repele Yin

Yin gera o Yang quando potencializado e Yang gera Yin quando potencializado

A força de atração ou de repulsão entre as coisas é proporcional à diferença entre os seus componentes Yin e Yang

Todo fenomeno é produzido pela combinação entre Yin e Yang em variadas proporções

Todos os fenomenos são efemeros devido às constantes alterações das agregações dos componentes Yin e Yang

Nada é exclusivamente Yin e Yang: tudo tem polaridade

Não existe nada neutro; Yin ou Yang estão em evidência em qualquer situação

Grande Yin atrai o pequeno Yin; o grande Yang atrai o pequeno Yang

Todas as concreções (solidificações) físicas são Yin no centro e Yang na periferia


Definitivamente… somos uma miscelânea saborosa de metades...

sábado, 8 de agosto de 2009


A singularidade única e sensível do ser individual é naturalmente ímpar e indiscutível... o amor-próprio, o apreço e respeito pela pessoa que somos é a base para um sorriso solto e arejado, capaz de nos fazer descobrir no outro a complementaridade que dará lugar a nos sentirmos mais completos… amiga… na essência não somos e, jamais seremos seres isolados e não!… Lamento desiludir-te mas, a ligação ao outro é-nos intrínseca pois só assim podemos assegurar uma série de necessidades básicas que vão desde a sobrevivência da espécie até às necessidades de reconhecimento pelo outro, aceitação de grupo etc etc etc… a outra metade é de facto uma busca tortuosa que nos assombra… naturalmente que, por defesa, e porque somos humanos e como tal frágeis, o reconhecer que esta não é tarefa fácil… e que o caminho é muitas vezes tortuoso, sem grandes respostas e por vezes carregado de ilusões e desilusões sucessivas que nos sufocam e trancam a vontade de voltar a crer, a defesa é mais do que justa… colocando por terra toda e qualquer teoria que nos apresente o outro como um fim e não como um meio… iludimo-nos então de que, o melhor mesmo é o conforto das nossas almofadas… dispostas muitas vezes de forma desordenada para que não batam de frente com as nossas vontades igualmente desordenadas do agora quero para logo depois desejar não mais…. Mas isso, como tu mesma costumas dizer, “são fases”…. Que fazem parte desta aventura maravilhosa que se chama viver… os sorrisos, as lágrimas… o desespero de arrancar cabelos… o choro desatado, a gargalhada… uma bossanova… seguida de uma pimbalhada do pior… tudo faz parte… tudo quer dizer que o dedão grande do nosso singelo pezinho ainda mexe…. E, acredita… é tão bom mexer… e melhor ainda é ter alguém que connosco consiga ver esta pequena maravilha… os verbos complementar e completar são sinónimos e ambos pressupõem o colmatar de alguma coisa… eheheh…

Adorei… responde mais!!!!

Além do mais… pensa só… o vermelho, o azul e o amarelo são por si só cores… bonitas… e ninguém duvida disso… no entanto, juntas… da forma certa… completam-se… complementam-se… desfazem-se… e fazem-se de novo nascer dando lugar ao arco íris…
Como dizia o outro… “Valia a pena pensar nisto”

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

a outra metade...




Vamos começar pelo principio...viagem no tempo... onde alguém, algum dia, nesses serões fantásticos onde ainda se deitavam palavras fora... à séria... com som e tudo... face by face... etc e tal... bom, não vamos fugir ao tema... escrevia eu que, alguém, em jeito de twilight zone referiu que, algures no tempo e no espaço um qualquer se entretinha a cortar laranjas ao meio... e que essas laranjas seriamos nós... que depois de lançados ao mundo viveriamos numa furia atroz em busca da nossa metade... claro que, para descanso das almas, várias metades se adaptam a outras tantas várias metades... mas, apenas uma será concerteza a metade certa... imaginem o gozo sarcástico de quem corta as metades e a felicidade de sorriso eterno de quem consegue... descobrir a sua metade!!!!!